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  • Grupo Bahia & Associados

ADMINISTRAR OU ELIMINAR O DESPERDÍCIO

O que alimenta a cultura do desperdício é a falta de conhecimento do processo.


Considerando o processo como a atividade do negócio e de suporte a realização do mesmo, objetando o alcance de suas propostas de seu objetivo, ou seja, realização de determinada atividade - a execução - é tal qual importante, sabermos como realizar essa atividade, qual procedimento ou quais os procedimentos para a realização dessa atividade, considerando, que eles, os procedimentos, indicam a forma de realização daquilo que deve ser executado.


O que observamos em algumas empresas é a existência dessas premissas – processos e procedimentos – como itens a serem apresentados a auditoria, quando solicitados, voltados a comprovação de uma boa gestão operacional, mas o uso efetivo desses mecanismos carece de maior efetividade.


Muitas vezes, nosso objetivo no projeto, está relacionado a identificar a correção de registros contábeis, de registros fiscais tributários, de apontamentos de custos, de apontamentos de estoque, de identificação do que pode ser enquadrável como gastos gerais de fabricação, tudo em busca da rentabilidade e da lucratividade da operação, ou seja, registros que suportam a empresa em seus controles e tomadas de decisão. Mas nessas avaliações nos deparamos com indicativos altos de perdas em processo, de perdas em estoque, de identificação da não condições de uso de determinado insumo quando solicitado para a produção, ou mesmo da dificuldade em entrega de material em simples operação de revenda por falha no controle de estoque, por excesso de gastos com frete, e outros pontos mais de atenção.


O detalhe é que aquela falha ou problema principal - a perda em produção, a perda em estoque - é componente de um processo bem maior do que esse fato isolado. A perda se desdobra em gastos desnecessários na compra, na entrega, na estocagem, na programação de produção, na hora máquina, na mão de obra, e outras variáveis. Associado a isso, temos ai o nosso foco de trabalho em campo, que é a qualidade desses registros, o “custo” indicado por eles, que envolve inclusive o estorno de impostos que foram creditados quando da aquisição desses itens que agora são resultados de perdas, não de efetiva receita operacional.


O Diretor de uma dessas empresas, recentemente, comparou o fato dessas perdas na sua operação com a confecção de café pela sua avó. Ele disse que a avó tinha uma chaleira de dois litros para ferver a água do café, o bule tinha um litro e meio, e todos os dias ela (avó) enchia a chaleira com dois litros, colocava as medidas de café e açúcar para dois litros, o tempo de aquecimento em fogão a gás era equivalente a dois litros, mas o resultado final, todos os dias, era um litro e meio de café, medida que o bule comportava.


Esse exemplo, ilustra de forma decisiva, o porque muitas companhias não conseguem ter um melhor resultado no seu negócio. Conhecer e detalhar os seus processos ter os mesmos bem definidos em procedimentos, capacitar colaboradores, reciclar operações, trazer inovação e tecnologia, itens essenciais atualmente, em qualquer atividade econômica, são fatores determinantes para eliminar o desperdício. Ideal trabalhar para que tudo esteja equalizado a gerar, sem desperdício, um litro e meio de café!


Nossos informativos de 29/junho/2021 e 02/julho/2021 tratam desse tema.

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