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AGENDA SUSTENTÁVEL _ PASSIVO AMBIENTAL

Atualizado: Nov 22

Boas práticas de compliance implantadas pelas empresas para não gerarem ou agravarem passivos ambientais passam a ser item de peso considerável quando se tratada de captação de recursos, de busca de investimento, de aprovação em linhas de financiamento, ou, dos interesses relacionados a títulos dessas companhias.


Recentemente, empresas como a Vale do Rio Doce e a Eletrobrás tiveram sua exclusão quanto a possíveis receptoras de investimentos do fundo soberano da Noruega, por conta de eventos relacionados aos acidentes de Brumadinho e Mariana, e projeto da Usina de Belo Monte. Ainda em relação a Vale outros investidores externos já tinham se desfeito de seus títulos, ou vedado investimentos na empresa.


Importante na questão é a percepção que mesmo havendo uma ação governamental mais incisiva quanto a questão ambiental, o mercado financeiro e o mercado de investimentos vai impondo suas regras de forma a moldar as empresas quanto a terem e manterem uma agenda de sustentabilidade relacionada ao meio ambiente.


Esse fato não é somente relacionado ao mercado financeiro, ou, aos investidores. Também, há poucos dias, sete redes de supermercados da França, divulgaram a inclusão de clausula em seus contratos de compras de soja, que associa as compras ao compromisso do não desmatamento por parte fornecedor.


Temos assim, uma mudança de comportamento nas relações comerciais, mudança essa que busca fazer com que essas relações sejam também, uma fonte de práticas voltadas a conservação do meio ambiente.


Dessa forma, as boas práticas voltadas a sustentabilidade com respeito as questões ambientais vão surgindo e se impondo nas relações de naturezas financeiras, de investimentos, e comerciais.

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