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PPE ou Lay–off e Ferramentas de Incentivos

Essas são as alternativas que as indústrias de vários setores da economia estão implementando para suplantar a crise.


O PPE – Programa de Proteção ao Emprego, criado em julho de 2015 tinha a proposta de ser alternativa temporária, até 12/2017, para ultrapassarmos a crise com número reduzido de desempregados. A crise  se agravou, tudo indica vai demorar mais do que o previsto, mesmo com sinais de melhora, e já se estuda tornar o PPE um programa permanente. A proposta  do programa é a manutenção dos empregos com redução de jornada de trabalho e consequente redução de remuneração, mas utilizando recursos do FAT – fundo de amparo ao Trabalhador para repor parte do salário reduzido.


O Lay-off alternativa juridicamente válida e também  voltada a contornar o atual momento,  tem a proposta da suspensão temporária dos trabalhos. Ambas propostas necessitam de aval do

Sindicado dos Trabalhadores das respectivas categorias afetadas e visam a manutenção dos empregos. No Lay-off com redução de jornada de trabalho e salários, redução limitada a 25%,  a empresa mantém a obrigação do pagamento das remunerações.


Analisando ferramentas de incentivos para desenvolvimento e produção podemos identificar algumas delas de acordo com setores de atuação. Para as montadoras e seus fornecedores, por exemplo, temos o INOVAR AUTO  que objetiva  a inovação tecnológica  e o adensamento da cadeia produtiva. Outros mercados  mais relacionados  a tecnologia, pesquisa  e desenvolvimento  também possuem suas modalidades de incentivos como o PPB – Processo

Produtivo Básico  relacionado ao setor manufatureiro de bens de informática e automação, e os incentivos a inovação tecnológica para as empresas em geral que tenham atividades ou programas destinados  a essa finalidade – inovação, prospecção e desenvolvimento de  tecnológicas.


Mesmo com essas ferramentas voltadas a contornar a crise, as dificuldades estão ai presentes, mas o momento é de buscar mais alternativas.


O setor automobilístico é um grande desafio a tudo isso. As grandes cidades criam corredores de transporte coletivos, tirando espaço dos transportes individuais, criam-se ciclovias  também limitando o espaço de transportes individuais e pensando-se no meio ambiente a na saúde da população, o que é fato positivo. Limita-se o uso de automóveis com rodízios e até cobranças de pedágio para acesso a determinadas áreas centrais, temos caros pedágios  em rodovias, assim como também não é fácil o custo de locomoção relacionada a combustíveis. Em paralelo a cadeia produtiva do setor é consideravelmente extensa com várias fábricas, fornecedores,  funcionários, especialistas, cadeias de distribuição envolvidas nos processos industriais de partes, peças, módulos, subconjuntos, conjuntos, etc....


É um contra senso  ter que produzir e vender para manter de forma sustentável uma determinada cadeia produtiva, quando no ambiente de vendas do bem temos a redução de espaço do uso do mesmo, e o aumento de custo para esse uso torna-se cada vez mais feroz.


A alternativa para esse dilema parece estar relacionada mais profundamente a  tecnologia e ao desenvolvimento. Está em não possuir o veículo por satisfação e administrar o seu uso como bem durável, mas possui-lo como um item necessário no dia a dia não somente ao deslocamento puro e simples, mas ao deslocamento com tecnologias relacionadas a comunicação, conforto, descanso, agilidade, economia, tudo isso com ampla e comprovada segurança.  Uma reavaliação do INOVAR AUTO seria de bom grado comparando-se o que ele já propôs em termos desses aspectos e o que pode propor.


O setor de informática teve evolução parecida a essa que mencionamos. Originalmente o bem de informática  era o tradicional computador e os incentivos relacionados ao PPB (processo produtivo básico) eram a ele direcionadas, e de quando em vez,  a algum periférico. Atualmente esses incentivos são aplicados, entre outros,  aos equipamentos que baseados em técnicas digitais tenham funções de coleta, tratamento, estruturação, armazenamento, comutação, transmissão, recuperação ou apresentação de informações. A análise é voltada a aplicação do bem que pode estar relacionada a automação financeira, automação comercial, segurança patrimonial, segurança automotiva, controles em geral que tenham, relação a tempo, espaço, quantidade, qualidade, conforto, etc..., ou seja, a visão é de um bem de informática aplicado a determinado setor ou a determinada atividade.


Com isso concluímos que um conjunto de ações deve estar  em sintonia. PPE ou Lay-off, com INOVAR-AUTO, com PPB, com lei de inovação, e outras possibilidades várias devem ter uma visão conjunta de propostas e ações. Esse momento de crise é o ideal para apresentar propostas de melhorias que, por mais que pareçam não aplicáveis, podem ter efeito positivo na recuperação do mercado. Pensar em melhorias quando o mercado efetivamente reagir pode representar uma perda de tempo pois no momento da retomada o tempo será de produção e recuperação. Agora, apesar de termos ferramentas como PPE e Lay-off,  não podemos deixar de pensar e implementar propostas de inovação  e desenvolvimento.

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