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SERÁ QUE ESTAMOS DIANTE DE UMA IMINENTE GUERRA COMERCIAL?

Os EUA resolveram aplicar tarifas de 25% nas importações que chegam a de US$ 60 bilhões anuais  de mercadorias originárias da China, isso provavelmente é o estopim para uma iminente guerra comercial entre os dois países.  A alegação do Governo Americano para essa postura está calcada em afirmação que a China vem se apropriando ilegalmente  da propriedade intelectual  dos EUA.  Alguns críticos das medidas dizem que a lei de mercado base em  oferta, procura, menor custo de fabricação e facilidade de comercialização deve ser considerada, ou seja, quem fabrica busca ter rentabilidade pesquisando locais  onde encontrem cenários mais favoráveis para a produção e que também tenham condições de distribuição aceitáveis, acrescentam a esses aspectos questões relacionadas aos aumentos do custos para o consumo interno nos EUA, pois essa sobre taxa vai refletir nos preços internos. A proposta dos EUA com a aplicação dessa tarifa é reduzir o déficit comercial com a China que hoje é de US$ 375 bilhões.

Efeitos práticos da situação já ocorrem com a queda do valor das ações de empresas americanas que possuem negócios comerciais com os chineses.

A tática comercial dos EUA foi focar a China com essa taxação e amenizar as sanções comerciais através de isenção da recente taxação do aço para países da União Europeia, Brasil, Argentina, Austrália e Coréia do Sul.

A questão  do comércio com a China passou a ser tratada pelo Governo Americano  como sendo de segurança nacional pela agressividade comercial dos chineses, assim um antigo parceiro comercial (China) mudou de lado e passou a ser visto como um competidor comercial.

A princípio, os setores que são alvo da taxação dos EUA para os produtos chineses, contemplam 10 setores nos quais a China divulgou que pretende ser potência comercial até 2025, são eles, o setor biofarmaceutico,  o setor de veículos elétricos, o setor de equipamentos marítimos e ferroviários, o  setor de equipamentos aeroespaciais, e o setor de robótica.

Nessas alterações todas o que pode impactar aqui, localmente. Primeiras análises demonstram que tanto EUA como China irão buscar suprir suas necessidades surgidas dessas discussões comerciais prospectando novos mercados, ou seja, os EUA podem ter necessidade de desenvolver países fornecedores e a China pode ter necessidade de desenvolver países compradores. Assim teremos que ter capacidade produtiva para atender  um possível cliente e teremos que ter, também,   capacidade de controle para avaliar as aquisições de um possível e agressivo fornecedor. O cliente buscará,  pelo perfil do seu mercado, a qualidade, a pontualidade e obviamente o preço competitivo. O fornecedor virá principalmente com preço atraente e com qualidade a ser validada pelo adquirente.

Assim, essas discussões comerciais entre os chamados grandes podem impactar  as nossas empresas, o nosso comércio, e a nossa economia. A direção desse impacto, a princípio, parece ser positiva podemos produzir mais para atender novas demandas, isso terá suporte na geração de emprego, renda, etc. Importante que ações governamentais possam dar suporte a essa tendência e que empresas possam estar preparadas para atende-la.

Essa matéria e várias outras estão no nosso site no link imprensa.

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